domingo, 30 de abril de 2017

Copo

Provavelmente, o mais importante acessório vínico. 


 Infelizmente, ainda há quem acredite que o copo não tem qualquer influência sobre a qualidade e percepção de um vinho, e que por isso, o ignora, servindo e/ou bebendo vinho num qualquer recipiente que permita levar o vinho até à boca. Mas para outros, e felizmente uma quantidade crescente, um copo de vinho é muito mais do que isso, é um acessório de extrema importância, que nos permite sim levar o vinho à boca, mas de diferentes formas.  

Um copo é, essencialmente, constituído por duas parte: o pé e o recipiente. O pé tem uma base e uma haste, e serve sobretudo para que se lhe possa pegar, de forma a não aquecer o vinho com os nossos 37° de temperatura corporal e não sujar o copo com dedadas, muito inestético.

O recipiente tem sempre um formato “atulipado”, que promove o aprisionamento de aromas, tão importante na degustação de um vinho. Depois há um conjunto significativo de características do recipiente (dimensão, altura, largura do bocal, largura copo) e do próprio vidro (cor, espessura) que conferem diferentes sensações de prova, condicionando a mesma.

Irei falar em breve de mais características, explicando o porquê de cada uma e quais as aplicações que poderemos dar a cada copo, ou se preferirem, o efeito de cada característica poderá ter num determinado vinho. Para já, queria apenas que todos pegassem correctamente no copo, que é pelo seu pé, e que tenham noção que um copo de vinho tem características próprias e que essas têm impacto directo na percepção que temos do vinho.

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